segunda-feira, 23 de maio de 2011

Tinha uma pedra no meio do caminho?! C.D.A





Definitivo

Definitivo, como tudo o que é simples. 
Nossa dor não advém das coisas vividas, 
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram. 

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos 
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções 
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado 
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter 
tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que 
gostaríamos de ter compartilhado, 
e não compartilhamos. 
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade. 

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas 
as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um 
amigo, para nadar, para namorar. 

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os 
momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas 
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender. 

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. 

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo 
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, 
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar. 

Por que sofremos tanto por amor? 
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma 
pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez 
companhia por um tempo razoável,um tempo feliz. 

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um 
verso: 

Se iludindo menos e vivendo mais!!! 
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida 
está no amor que não damos, nas forças que não usamos, 
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do 
sofrimento,perdemos também a felicidade. 

A dor é inevitável. 
O sofrimento é opcional...



          Melhor do que lê-lo é ouvi-lo, sentí-lo e admirá-lo. A mais ou menos 2 anos atrás CDA esteve presente de diversas formas no programa "Arquivo N" da GloboNews. Vale a pena ganhar alguns minutos com essa super produção.



Gostaram?!

Beijos!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Voltando ao Drummond...



          Quando se diz que Drummond foi o primeiro grande poeta a se afirmar depois das estreias modernistas, não se está querendo dizer que Drummond seja um modernista. De fato herda a liberdade linguística, o verso livre, o metro livre, as temáticas cotidianas. Mas vai além. "A obra de Drummond alcança — como Fernando Pessoa ou Jorge de Lima, Herberto Helder ou Murilo Mendes — um coeficiente de solidão, que o desprende do próprio solo da História, levando o leitor a uma atitude livre de referências, ou de marcas ideológicas, ou prospectivas", afirma Alfredo Bosi (1994).


Sentimento do Mundo (1940)


Tenho apenas duas mãos
e o sentimento do mundo,
mas estou cheio escravos,
minhas lembranças escorrem
e o corpo transige
na confluência do amor.

Quando me levantar, o céu
estará morto e saqueado,
eu mesmo estarei morto,
morto meu desejo, morto
o pântano sem acordes.

Os camaradas não disseram
que havia uma guerra
e era necessário
trazer fogo e alimento.
Sinto-me disperso,
anterior a fronteiras,
humildemente vos peço
que me perdoeis.

Quando os corpos passarem,
eu ficarei sozinho
desfiando a recordação
do sineiro, da viúva e do microcopista
que habitavam a barraca
e não foram encontrados
ao amanhecer

esse amanhecer
mais noite que a noite.


          Sentimento do mundo" é primeiro poema e o que deu nome ao seu 3º livro publicado em vida. Ele nos revela a visão-de-mundo do poeta: não é alegre, antes, é cheia da realidade que sempre nos estarrece, porque, por mais que sonhemos, a realidade geralmente é dura e muito desafiante, lembrando que o contexto histórico é a 2ª Guerra Mundial.

          Em "Confidência do Itabirano", percebemos seu conflito com suas origens, um poema narrativo e até argumentativo o poema o constrói na oralidade cotidiana popular e faz referências a sua infância:

Confidência do Itabirano

Alguns anos vivi em Itabira.
Principalmente nasci em Itabira.
Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro.
Noventa por cento de ferro nas calçadas.
Oitenta por cento de ferro nas almas.
E esse alheamento do que na vida é porosidade e
comunicação.

A vontade de amar, que me paralisa o trabalho,
vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem horizontes.
E o hábito de sofrer, que tanto me diverte,
é doce herança itabirana.

De Itabira trouxe prendas que ora te ofereço:
este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval;
este couro de anta, estendido no sofá da sala de visitas;
este orgulho, esta cabeça baixa...

Tive ouro, tive gado, tive fazendas.
Hoje sou funcionário público.
Itabira é apenas uma fotografia na parede.
Mas como dói!


          O poema começa com a saudade profunda de seu lugar de nascimento, traçado em quatro belas, mas sofredoras estrofes. Confessa (estrofe 3) que aprendeu a sofrer por causa de Itabira; mas, paradoxalmente: "A vontade de amor (...) vem de Itabira"; vale dizer que o amor nasce e é servido no sofrimento. De Itabira vem a explicação de Drummond viver de "cabeça baixa" (estrofe 3, verso 6). Afinal, apesar das negatividades, o poeta sente uma incomensurável saudade de sua cidade natal.

            Outro poema que gosto muito:

CONGRESSO INTERNACIONAL DO MEDO

Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio porque esse não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte, depois morreremos
de medo e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.


             Neste poema, Drummond evidencia claramente o sentimento comungado por todos, simples mortais. É nele que Drummond fala do "amor que se refugiou no mais baixos dos subterrâneos, do medo que esteriliza o braço, no medo da morte e do depois da morte, e principalmente, no medo dos ditadores e no medo dos democratas". O poema escrito há pelo menos 60 anos contrasta com a página amarela e triste da nossa história que insiste em não virar, e se tornar passado de nossas vidas.
         Em “Congresso internacional do medo” Drummond com verdade e ironia coloca o medo como o grande dominador de nossa sociedade: “Provisoriamente não cantaremos o amor, que se refugiou mais abaixo do subterrâneos. Cantaremos o medo que esteriliza os abraços...”

          O difícil é selecionar, quanto um poeta é competente por excelência!!



Ninguém é igual a ninguém. Todo o ser humano é um estranho ímpar.





[Carlos Drummond de Andrade]
E vocês, qual poema mais te agrada desde incrível homem?!
Beijos!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Depoimento da professora Amanda Gurgel.

          Antes de começar esse poste deixa eu tirar o pó...rs!
          Desculpem o abandono, tive alguns problemas, mas estou de volta ativa!


          Bom... Hoje resolvi fazer um poste diferente do habituado, recebi um vídeo de um depoimento de uma Audiência pública sobre o cenário atual da educação no Brasil RN.
               Sem muitos argumentos vejam vocês mesmos:


Como disse Marcelo Tas em seu blog:

EDUCAÇÃO BRASILEIRA...




          Em exatos 8 minutos, desenha com precisão, clareza e sobretudo com dignidade o seu estado de espírito como professora e o estado da Educação no Brasil.
Professora Amanda, conte com meu apoio, respeito e admiração!

        Conversando com meu namorado sobre o assunto e compartilhando o vídeo com ele, fui surpreendida por este pensamento:


         "São 22 idiotas correndo atras de uma bola, e recebem milhões para isso, a maioria não sabem nem falar, o que isso influencia na minha sabedoria!? Nada, que adianta, " QUE EMOÇÃO, MEU TIME FOI CAMPEÃO" e dai?
          Agora, aqueles profissionais que ficam horas, ensinando a escrever, a fazer uma conta, não tem o seu devido valor, e recebem o que recebem. As vezes tem que levar desaforo pra casa, de um filho de uma puta que não tem educação, por que a mãe só que saber de mandar pra escola, mas educação não quer nem saber."


          E agora eu te provoco: E o futuro de nosso país?!

Beijos!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Vamos falar de Drummond?!

          Quem já teve o privilégio de sentar ao lado deste senhor muito simpático na Praia de Copacabana, RJ?!


          Carlos Drummond de Andrade (1902/1987 - ano em que eu nasci!), trabalha sobretudo com o tempo, em sua cintilação cotidiana e subjetiva, no que destila do corrosivo. Lançou-se ao encontro da história contemporânea e da experiência coletiva, participando, solidarizando-se social e politicamente, descobrindo na luta a explicitação de sua mais íntima apreensão para com a vida como um todo. Quem dirá que um escritor com o porte de Drummond já foi expulso de uma escola por "insubordinação mental" (Se alguém achar uma explicação relevante para esse termo me ajudem!), então aos 17 anos Drummond já mostrava a que veio ao mundo. Conseguiu ser expulso do colégio por “insubordinação mental”, Ok!, seja lá o que isso significou na prática, reforça minha admiração pelo poeta.

          Bom, viajando pelas palavras do escritor, me deparei com sua crônica "Diálogo dos Pessimistas" no Recando das letras e li um texto sobre o assunto da tal "insubordinação mental" que Helena Sut escreveu, muito interessante, veja:


Diálogo dos pessimistas

- Eu é que sei? Só posso dizer que a coisa anda preta.

- O jeito é apertar o cinto.
- Já apertei. Não sobrou nenhum furo.
- Fure outros. Vá furando até o infinito.




          "O diálogo acima surpreende pela ironia, mas aos poucos observamos com tristeza que são frases presentes nos diálogos cotidianos. Quem nunca falou que a coisa está preta? Alardeou a necessidade de apertar o cinto?
          A ordem política, social e econômica é entendida muitas vezes como uma coisa indefinida, nossas impossibilidades como cintos apertados até o infinito. Não haveria uma deliberada omissão de cada um na falta de atitude? Os cintos apertados não seriam verdades exauridas?
Não podemos deixar o pessimismo descolorir nossos olhares, nem um lúdico arco-íris nos aprisionar em alienadas versões. A realidade é mais dinâmica do que tais determinações e deve ser construída com criatividade por cada indivíduo. Criar é ser humano em sua plenitude.
          Como disse Picasso: "Todo ato de criação é, antes de tudo, um ato de destruição". Sob este olhar, o ato criativo é um ato de insubordinação contra a ordem vigente e de reconstrução de uma nova verdade em um contexto contemporâneo. Se analisarmos dois mitos das tradições grego e judaico-cristã, Prometeu e Adão e Eva, verificamos que a criatividade está no ato de rebelião contra o poder onipotente. Criar uma nova realidade, um mundo mais justo, não é deixar se apoderar por percepções vencidas, mas se armar para a luta pelas próprias convicções, criar as abordagens apropriadas e sua penetração no mundo. Não é fácil o nascimento do ato criativo, devemos destruir alguns alicerces exauridos e fazer a "coisa".
          "Mas a coisa está preta" justificariam os pessimistas; "ainda há cinto para ser apertado", alguns se conformariam, e outros ainda achariam que "a coisa não está tão ruim como parece". Apesar de tantas opções, de tantas personalidades e visões, otimistas ou pessimistas, há de se fazer as coisas...
          A adolescência de Carlos Drummond de Andrade, autor da crônica Diálogo de Pessimistas, é marcada por um fato extraordinário: o poeta foi expulso do Colégio Anchieta da Companhia de Jesus em Nova Friburgo sob a alegação de "insubordinação mental". Resta-nos indagações... O que significaria insubordinação para os regentes do colégio interno? Seria não acreditar nas mesmas coisas? Seria construir a individualidade alicerçada nas próprias verdades?
Carlos Drummond de Andrade, diplomado em farmácia em Ouro Preto, colaborador de diversos jornais, funcionário público, escritor, poeta, com obras traduzidos em inúmeros idiomas, foi um insubordinado ao criar a individualidade do autor e valorizar suas verdades e contradições. A suposta insubordinação mental que cicatrizou em sua adolescência marcou toda uma geração e certamente marcará para sempre a história da literatura brasileira.
E você, leitor? Permanecerá subordinado às coisas pretas e aos cintos apertados ou já começou o seu processo de criação?"


Beijos!

terça-feira, 26 de abril de 2011

Arrasando nas introduções.

"As vezes não tenho vontade de escrever e é por não querer escrever nada que acabo escrevendo alguma coisa."


          Ana Carolina, costuma A-RRA-SAR nas introduções de algumas músicas em seus shows. Umas ela apenas recita, outras ela mesma escreve.
            Uma das mais chocantes é a introdução da música "Unimultiplicidade" do seu DVD ao vivo com Seu Jorge. É uma carta de Elisa Lucinda (poeta, escritora, jornalista e atriz brasileira) lida por Ana Carolina durante seu show, seguida de uma canção composta por Ana e Tom Zé.

"Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar: malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu dinheiro, do nosso dinheiro que reservamos duramente pra educar os meninos mais pobres que nós, pra cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais.
Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.
Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?
Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem pra aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração tá no escuro.
A luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam:
" - Não roubarás!"
" - Devolva o lápis do coleguinha!"
" - Esse apontador não é seu, minha filha!"
Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar. Até habeas-corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar, e sobre o qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará.
Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda eu vou ficar. Só de sacanagem!
Dirão:
" - Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo o mundo rouba."
E eu vou dizer:
"- Não importa! Será esse o meu carnaval. Vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos. Vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau."
Dirão:
" - É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal".
E eu direi:
" - Não admito! Minha esperança é imortal!"
E eu repito, ouviram?
IMORTAL!!!
Sei que não dá pra mudar o começo, mas, se a gente quiser, vai dar pra mudar o final."

          Outra que eu gosto muito é de uma música que fez muito sucesso neste mesmo DVD com Seu Jorge, a música "É isso ai", ela regravou a música no seu mais recente DVD Multishow ao vivo, a música foi feita em uma versão mais que especial onde ela canta e toca lindamente um piano (o que será que ela não toca, né?!)



"Te olho nos olhos e você reclama que te olho muito profundamente. 
Desculpa, tudo que vivi foi profundamente. 
Eu te ensinei quem sou e você foi me tirando os espaços entre os abraços, 
guarda-me apenas uma fresta. 
Eu que sempre fui livre, não importava o que os outros dissessem. 
Até onde posso ir para te resgatar? 
Reclama de mim, como se houvesse possibilidade de me inventar de novo. 
Desculpa, desculpa se te olho profundamente, rente à pele, 
a ponto de ver seus ancestrais nos seus traços. 
A ponto de ver a estrada onde ficam seus passos. 
Eu não vou separar minhas vitórias dos meus fracassos! 
Eu não vou renunciar a mim; nenhuma parte, 
nenhum pedaço do meu ser vibrante, errante, sujo, livre, quente. 
Eu quero estar viva e permanecer te olhando profundamente."



          Essas duas introduções são as que mais gosto, profundas, reflexivas e tem tudo a ver com a música. E vocês gostaram?!

Beijos!


segunda-feira, 18 de abril de 2011

Eu não sei parar de escutar...



Revelações e polêmicas

          Aos 16 anos, Ana Carolina tomou a decisão de contar para a mãe que se sentia diferente das amigas, revelou que era bissexual. A condição da filha foi respeitada, ainda que mais tarde ela tenha enfrentado cobranças.

"Fiz isso de supetão. Estávamos falando de um assunto qualquer e eu soltei a confissão, como se não fosse nada. Mãe, eu gosto de homens e de mulheres. Dá para a senhora me passar aquele negócio ali, por favor? (…) Tive de ser mais dura com minha mãe, para reafirmar minha condição. Mas aí ela aceitou de vez, e hoje nos damos bem."

          Em entrevista à Jô Soares, em 6 de Junho de 2008, Ana disse que: "homossexualidade, mediunidade e voz, todo mundo tem. Mas, só alguns desenvolvem..
Eu sou Bi, e daí?, foi o destaque da Revista Veja do mês de dezembro, onde Ana se revelou: "Sou bissexual. Acho natural gostar de homens e mulheres", disse ela à publicação. Contudo, deixou claro que não queria ser uma militante pelos direitos homossexuais, muito menos, levantaria bandeiras para defender a homossexualidade, pois, segundo ela, fica parecendo que ser gay é uma doença.

MUDANDO DE ASSUNTO...
         Adoro suas parceiras e em seu ultimo disco (Multishow Registro N9ve+1) todas as músicas tem participação especial, porém muito antes dele, houve outras parcerias e até as mesmas em outros tempos que eu gosto muito.
Do último disco selecionei sua parceria com Maria Gadú "Mais que a mim". O tom das vozes, a música, a letra... PERFEITO! Veja:

          Sua parceria com Jorge Vercilo na música "Abismo" são uma das minhas favoritas:


          E Seu Jorge (não poderia faltar), são quase uma dupla com suas vozes marcantes e fortes e a intimidade no palco que são um realce todo especial nas músicas. A música "Charttelon" mostra bem isso:


           Ana está com um novo projeto "Ensaio de Cores" que mistura música e pintura em prol da solidariedade. Um projeto belíssimo e encantador.


Beijos!

terça-feira, 5 de abril de 2011

Ana Carolina

"A sua influência musical vem de berço - sua avó cantava em rádio e seus tios-avós tocavam percussãopianocello e violino. Ana Carolina cresceu ouvindo ícones da música brasileira, como Chico Buarque, e Maria Bethânia; e da música internacional, como as cantoras Nina SimoneBjörk e Alanis Morissette. Ainda na adolescência, iniciou a carreira de cantora apresentando-se em bares de sua cidade natal. Conhecida por seu registro vocal grave, é classificada como contralto, porém, pode alcançar notas relativamente agudas, portanto, tendo uma grande extensão vocal. Isso a ajudou muito em sua carreira, possibilitando-a interpretar uma ampla variedade de músicas e estilos."


"Com apenas 16 anos descobriu ter diabetes, depois de emagrecer 6 quilos de uma hora para outra, ter enjôos e depois de ser internada descobriu a doença quando sua glicemia chegou a 600. Aos 12 anos, começou a tocar violão, sozinha, apenas ouvindo, inspirada pelos também mineiro João Bosco."


          Começou profissionalmente aos 18 anos nos barzinhos da cidade com o repertório de Jobim, Chico, Ary Barroso e outros clássicos. Em entrevista, Ana diz que sua experiência em bares foi, para ela, uma escola, além de cantar sucessos do rádio, já cantava outras canções.
         Foi quando Ana Carolina conhecera Luciana David e Keley Lopes, duas estudantes de Comunicação, que gostaram do que ouviram e se tornaram suas empresárias. Então, começaram a surgir convites de mais bares nas cidade vizinhas e, acompanhada sempre pelo amigo e percussionaista Knorr, rodou alguns quilômetros da Zona da Mata mineira. Nesse tempo, Ana começou a compor, contudo essas não foram interpretadas tão cedo.
Ana fez um cursinho pré-vestibular no Colégio e Curso Meta ingressando na faculdade de Letras, na Universidade Federal de Juiz de Fora, onde cursou por pouco tempo.
         Conforme o tempo foi passando, Ana ia se tornando mais conhecida, até o dia em que foi convidada para participar em shows maiores, como na abertura do concerto da Orquestra Internacional de Ray Conniff, em 1997.
       Posteriormente, o italiano Máximo Pratesi convidou alguns artistas para se apresentarem em Roma. Além de Ana, ele convidou o grupo de mpb da cidade, o Lúdica Música. No Rio, onde assinariam o contrato, Pratesi descobre que Ana era diabética, desistindo de fechar o negócio. No Rio, Ana, muitas vezes, ficava hospedada na casa da amiga Cássia Eller.
Cquote1.svgFiquei triste num primeiro momento, mas depois agradeci por não ter ido, pois o fato de eu ter ficado aqui me permitiu crescer e amadurecer na música, a ponto de gravar meu primeiro disco anos depois e ser sucesso no BrasilCquote2.svg
— Ana Carolina
          Depois de realizar vários shows em Belo Horizonte, um rapaz chegou ao camarim com a letra de uma música que compôs enquanto a assistia. Esse rapaz, era o compositor gaúcho, José Antônio Franco Villeroy que se tornaria um dos melhores amigos e parceiros de Ana, a música era "Garganta" - música que foi o primeiro sucesso da carreira da cantora. "Depois me lembrei que conhecia Totonho, eu tinha ido a um show dele no Rio, no Mistura Fina, e adorei, tanto que comprei os dois discos independentes dele.", recorda Ana…